quinta-feira, 26 de setembro de 2013

TCU MANDA SUSPENDER SUPERSALÁRIOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E SENADO. EM GARANHUNS, OS PRIVILÉGIOS DE ALGUNS SETORES DO FUNCIONALISMO NÃO SÃO JUSTIFICÁVEIS


Não é moda. O Brasil vive mais do que nunca um momento de conscientização de que economizar o dinheiro público é reduzir as possibilidades de maiores problemas no futuro. E em Garanhuns, não deveria (e não poderia) ser diferente. Mas é.
A repercussão de concessões salariais a alguns funcionários municipais (não à todos, que fique bem entendido) pegou mal para um governo que só tem 9 meses de gestão. Ou de gestação. Por falar em gestação, já está na hora de nascer alguma obra mais palpável...

Leiam abaixo matéria transcrita da Agência Brasil:


Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (25) que o Senado interrompa o pagamento de salários acima do teto constitucional (R$ 28.059,29) e que servidores que ganham além desse valor devolvam as quantias recebidas a mais nos últimos cinco anos. Os servidores ainda podem recorrer da decisão no próprio TCU e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF).


A auditoria do tribunal identificou 464 servidores com salários acima do teto (superior ao de um ministro do STF) no Senado. Segundo o presidente do Tribunal, ministro Augusto Nardes, terão que ser devolvidos R$ 200 milhões relativos aos valores pagos a mais nos últimos cinco anos.

“O Brasil precisava fazer isso há muito tempo. Não podemos continuar com salários diferenciados, pessoas ganhando salários de marajás e pessoas recebendo salário mínimo”, disse. Nardes informou que amanhã (26) levará a decisão para o presidente do Senado, Renan Calheiros.

O relator da matéria, ministro Raimundo Carreiro, defendeu que os valores a mais foram recebidos de boa-fé, portanto, não precisariam ser devolvidos. No entanto, a maioria dos ministros acompanhou o posicionamento do ministro Walton Alencar, que argumentou que os recursos teriam que ser devolvidos aos cofres públicos porque os pagamentos foram irregulares.

No dia 14 de agosto, o TCU determinou que a Câmara dos Deputados interrompa o pagamento dos salários dos servidores que recebem acima do teto. No entanto, os ministros determinaram que os servidores não teriam que devolver os valores recebidos a mais. Uma auditoria identificou na folha de pagamentos da Câmara um total de 1,1 mil funcionários com remunerações a mais.

Segundo Nardes, a estimativa de economia com os salários que deixarão de ser pagos na Câmara e no Senado é R$ 3,3 bilhões em cinco anos.

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