sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

GARANHUNS JAZZ FESTIVAL: NÓS MERECEMOS UM CARNAVAL ASSIM!

Arte: Marcelo Jorge

O Garanhuns Jazz Festival consagra-se definitivamente em nosso calendário e ficamos felizes com o apoio dado ao evento por parte da Prefeitura de Garanhuns.
Estive naquele palco, na função de Apresentador Oficial, durante exatamente todas as edições anteriores do GJF e dessa forma pude perceber 'in loco' o crescimento desse já grandioso espaço para os ritmos de excelente qualidade e que inclusive, quebrando alguns paradigmas, conseguiu implantar uma nova mentalidade para o período carnavalesco em Garanhuns e mais que isso, conseguiu 'plantar'os pés do público na Guadalajara, mesmo com as insistentes chamadas da grandes mídias  para Olinda, Salvador, Rio de Janeiro ou mesmo Bezerros.
Ao amigo Giovanni Papaléo, meu agradecimento pelas participações nas recentes edições do GJF e aos demais organizadores, secretarias e artistas envolvidos, muita sorte no evento que nessa nova gestão promete crescer ainda mais em qualidade e estrutura. 
Acrescento que nesses anos de trabalho no GJF, NUNCA me arrependi em não ter estado em outro lugar... Por isso, espero estar, nessa já exitosa edição, junto ao público, curtindo o melhor dos  ritmos oriundos do Mississipi.

3 comentários:

  1. Como cidadã nascida e crescida nesta cidade fico feliz em parte por saber que este evento é bom para nossa economia. Por outro lado, não menos importante, é a tristeza de saber da discrepância desde festival em relação a todo o resto do nosso Estado, numa época que ocorre a maior manifestação popular da nossa terra, da nossa gente. Por que bem antes não investimos na coisa nossa, nas nossas tradições? Lembro-me que existia carnaval em Garanhuns. Carnaval de rua, nos Clubes... Tínhamos até desfile de Escola de Samba do bairro do magano. Por que não crescemos em nossas tradições? Por que não se pensou em fortalecer nossa festa, a exemplo de outras cidades pernambucanas? Estas não tiveram nem quiseram concorrer com Recife ou Olinda e mesmo assim conseguiu-se avançar na questão econômica. Triste mesmo é saber que cultuamos estrangeirismos em pleno carnaval. Penso que muitos dos que dizem apreciar o Jazz, não sabem nem do que se trata. CULTURA NORTE AMERICANA EM PLENO CARNAVAL, OXENTE! O POVO NUM SABE NEM PORTUGUÊS. Lamentável mesmo. Defendo Carnaval multicultural, dentro do que é nosso, da nossa cultura e no que traduz nossa gente.

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    1. Oi Help Cultura... Concordo plenamente com sua avaliação de que a nossa cultura deve ser mantida.Um povo sem cultura própria está fadado a ser 'engolido' pelas culturas alheias e perder sua própria identidade. Mas também avalio que tocar o Jazz ou Blues em Garanhuns, assim como tocar forró ou frevo no Central Park em NY, não reduzem a cultura desses lugares nem são ameaças a esta identidade cultural, mas dão espaço a cultura universal. Porque muitos musicos garanhuenses que tocam Jazz e Blues também participam desse evento e mostram nesse inusitado espaço, o seu talento. Falando especificamente de carnaval em Garanhuns, nos dias de hoje, é bem difícil manter uma programação boa o suficiente para que os chamados foliões mantenham-se na cidade. A política cultural de Garanhuns não vem sendo revista desde há muito tempo e investir em pequenas bandas ou mesmo 'charangas' nos bairros, definitivamente não levantaria um carnaval na chamada Cidade das Flores, e possivelmente essa estrutura miúda seria até alvo de críticas da população. Creio que a idéia de tocar Jazz no carnaval(como poderia ser de MPB, tango ou outros ritmos) é uma forma de oportunizar o garanhuense que NÃO curte o carnaval, a conhecer esse estilo universal e trazer os amantes desse ritmo para investirem um final de semana na hotelaria e gastronomia local, o que vem acontecendo de forma vertiginosa. Muito obrigado pelo seu inteligente comentário, amiga.

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  2. Olá amigo... Talvez tenha faltado algo mais para me fazer entender. Não critico o Jazz especificamente. Acho que arte não deve ter fronteiras. Porém, deveria acontecer este festival em outra data que não no período de MOMO. Esta é a época de cantar e homenagear o FREVO, O MARACATU, o eterno CAPIBA. É tempo de Claudionor Germano, não de Ella Fritsgerald.
    Também não falo de saudosismos, de bairros e charangas. Penso apenas, que deveríamos ter investido e evoluído para que hoje tivêssemos um carnaval multicultural, da forma como se identifica HOJE. Aí sim, não haveria migrações.
    Seguindo pela linha deste festival, temo que na época junina - como também, aqui, não há incentivo nehum nessa tradição - alguém baseado nesta universalidade cultural, venha com proposta de Concerto de Ópera. Tudo muito distoante.infelizmente.
    Contudo, quero agradecer sua atenção para com minha humilde visão e, ressaltar, que mesmo assim, torso sempre por Garanhuns.

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