terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O COMÉRCIO DE GARANHUNS E SEUS PARCEIROS ENCANTARAM DE FATO O NOSSO NATAL

Imagem: blogdoronaldocesar.blogspot.com.br


É fácil - facílimo, eu diria - criticar, apontar erros, falhas e encontrar culpados.  Difícil mesmo para alguns é reconhecer os méritos de um grande trabalho, quando estes não fazem ou fizeram parte desta construção. Aqui vai uma saudação ao Presidente da CDL, Fernando Couto, ao amigo Geandré, aos líderes religiosos, Dom Fernando Guimarães, Bispo Municipal e Pastor Inaldo Peixoto, titular da Igreja Presbiteriana Central de Garanhuns, ao Prefeito eleito Izaías Régis, ao comunicador Luciano André e a todos os demais envolvidos na produção desse grande evento.
O tão propalado NATAL ENCANTADO do Comércio de Garanhuns mostrou a grande força que o nosso comércio e seu clube de serviços, CDL,  tem. A decoração, que timidamente começou a ganhar as ruas em novembro, ainda desacreditada pelos céticos de plantão, transformou as belas praças, avenidas  e alamedas da cidade em um grande orgulho dos garanhuenses para seus passeios de natal e final de ano e para os visitantes, nativos ou não, mais um atrativo somado às belas paisagens – que apesar da estiagem – torna nossa bucólica cidade um oásis no Agreste. Algumas residências e prédios comerciais, além das igrejas, também se incorporaram ao clima iluminado e festivo de época e abrilhantaram ainda mais nosso natal. As apresentações artísticas em vários pontos da cidade, expuseram a essência da arte local, inicialmente com o Grupo Diocesano de Artes que abriu com muito encanto no Seminário São José o Natal Encantado. As apresentações dos Corais Presbiterianos e dos Grupos Católicos, ratificaram o verdadeiro sentido do Natal com a mensagem do nascimento do Redentor Jesus Cristo, que destoa da simplória mensagem dos panetones, presentinhos e do Papai Noel, apesar destes últimos elementos terem sua participação, após a mercantilização do Natal.  Na Avenida Santo Antonio, a sonorização ambiente entoava cânticos e mensagens, gerando um clima acolhedor para quem por lá circulava.
Creio que um dos pontos culturais fortes do Natal Encantado tenha sido as apresentações criativas do “Cantador de histórias”, Valdir Marino, que fez o Relógio das Flores girar sem pressa ao ritmo das suas cantorias e do seu  universo brincante de bonecos, realizados todo o tempo sob a atenção do busto de Tavares Correia, que empresta seu nome àquela praça. Adultos e crianças se encantaram e creio que essa atração se confirme nos demais eventos. Aliás, porque não incluir sempre o Valdir Marino nos Festivais de Inverno de Garanhuns, de forma destacada, onde o mesmo possa contar/cantar a história de Garanhuns?
No mais, vamos continuar acompanhando sempre o lado bom de Garanhuns e aguardar os bons ventos que devem soprar por barlavento* para 2013!

*Barlavento: Na linguagem Naval, o lado do navio por onde 'entra' o vento.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

AS ORIGENS DA BATALHA ENTRE O JORNAL "EL CLARIN" E O GOVERNO ARGENTINO



Até amanhã, continuamos em Buenos Aires. Acompanhando um fato interessante que mostra o relacionamento entre a imprensa e o governo argentino, transcrevo para voces como nasceu a relação do maior jornal portenho com esse governo.
“Ganhamos da imprensa!”. Foi assim que o peronista Carlos Menem comemorou sua reeleição à Presidência da Argentina, em 1995. A celebração dá mostra de como é tensa a relação entre os grandes jornais, em especial o Clarín, e o poder na Argentina.
A tensão, hoje, é uma guerra aberta. De um lado, o governo da presidente Cristina Kirchner pressiona pela aplicação total da Lei de Mídia, aprovada em 2009, que obriga o grupo Clarín a acatar duas cláusulas antimonopólio, suspensas pela Justiça até a sexta (7/12), e abrir mão de licenças de rádio e TV. De outro, o Clarín responde com manchetes agressivas e reportagens com denúncias de escândalos em seus canais de notícias, rádios e programas televisivos.
“Na verdade, o que os Kirchner estão fazendo desde 2008 já era a vontade de vários presidentes antes deles”, diz a jornalista Graciela Mochkofsky, autora de Pecado Original – Clarín, los Kirchner y la Lucha por el Poder(Planeta). O livro esquadrinha a formação do conglomerado desde o regime militar (1976-83), quando houve a compra da indústria de papel-jornal Papel Prensa e uma aliança entre o Clarín e a ditadura. Seguiu-se uma relação de troca de favores e benefícios entre o grupo e governos democráticos, entre períodos de apoio político e rupturas.
Elogiado pelo raro equilíbrio num país tomado pela batalha midiática levada a cabo pelos Kirchner, o livro traz à tona bastidores das decisões políticas que favoreceram o Clarín, como a mudança da lei de meios de comunicação dos anos 90 que deu ao grupo um dos canais de TV aberta mais importantes do país. Descreve também inúmeras reuniões secretas de Néstor Kirchner (1950-2010) com o empresário Hector Magnetto numa época em que a empresa e os K eram aliados.
Graciela trabalhou nos jornais Pagina/12 e La Nación. Depois de períodos de estudos nos EUA, voltou à Argentina, passou a trabalhar como jornalista independente e lançou seis livros. Também fundou o site “El Puercoespín”, sobre política latino-americana.
Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista que concedeu à Folha, em Buenos Aires.
O jornal Clarín foi fundado nos anos 40. Por que retratar sua trajetória a partir da ditadura?
Graciela Mochkosky – Porque foi nessa época que o Clarín começou a pensar-se como um grande grupo multimídia. A compra da Papel Prensa [na qual é sócio do La Nación e do Estado argentino] começou a indicar o tamanho do poderio que viria a ter. Para isso, associou-se ao regime militar. É curioso que hoje a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) defenda tanto o Clarín quando, na época, criticou a associação do grupo com a ditadura.
Hoje a principal figura do Clarín é o empresário Hector Magnetto. Como foi sua ascensão no grupo?
G.M. – Magnetto começou como contador, um funcionário muito ambicioso. Aos poucos foi ganhando a confiança da viúva Herrera de Noble. Tomou o lugar de Rogelio Frigerio, um homem de muita influência na política argentina dos anos 50 e 60, um dos defensores do desenvolvimentismo argentino, do qual o Clarín foi apoiador.
Magnetto é quem imagina a empresa como um conglomerado, quem negocia as licenças de rádio e TV, quem faz alianças com políticos de diferentes orientações.
Aos poucos, por sua habilidade em manobras externas e internas, tornou-se a figura na qual a viúva mais confia. Comprou ações e se transformou em proprietário e CEO. Hoje, Ernestina tem 34% das ações. Magnetto, 33%. Há dois sócios menores, com cerca de 14%, e o resto está diluído entre pequenos acionistas. Ernestina é hoje uma mulher idosa e está doente. Portanto Magnetto é praticamente o único mandachuva da empresa.
Foi Magnetto que começou as costuras políticas com os governos?
G.M. – Sim, principalmente com os democráticos. O Clarín sempre tentou condicionar o poder político para obter vantagens econômicas. É por isso que em toda a classe política há uma espécie de satisfação com sua perda de influência.
Os argumentos de Raúl Alfonsín (da União Cívica Radical, presidente entre 1983 e 1989) contra o grupo são muito parecidos com os do governo peronista atual.
G.M. – Quis muito mostrar isso. No fundo, o que os Kirchner estão fazendo é um desejo de presidentes que vieram antes deles. Alfonsín ficará na história como um democrata, e não se trata de tirar o mérito histórico dele, pois teve um papel importante na volta da democracia, no julgamento das juntas militares. Mas quando se trata da relação com a imprensa, Alfonsín foi muito duro. Acusava o Clarín de ser da oposição e pressionou para calá-lo. Mandou, por exemplo, a Afip (Receita Federal) se instalar no jornal por meses. Mais ou menos como o kirchnerismo faz agora para pressionar empresas.
Menem também teve uma relação conflituosa com o grupo.
G.M. – Sim, muito. Menem governou com a imprensa toda contra ele. Também foi reeleito, em 1995, com toda a imprensa o criticando. Mas não foi sempre assim. Logo que assumiu, Menem se aproximou do Clarín e alterou a lei de mídia da época para permitir que o grupo comprasse o Canal 13, da TV aberta. Para isso, fez-se uma licitação pública, mas todos sabemos que houve um acordo político.
Menem pensava que estaria comprando o apoio de Magnetto para toda a sua gestão. Só que a imprensa começou a se virar contra ele por causa de uma série de denúncias de corrupção feitas pelo Pagina/12 e que foram “compradas” pelo Clarín. Foi nessa época que comecei a trabalhar como jornalista. Com poucas exceções, nós nos sentíamos em uma cruzada contra o governo. A mídia não estava dividida, os poucos jornalistas que se diziam a favor de Menem eram malvistos.
Não éramos só críticos, mas oposicionistas, e nos considerávamos independentes, tanto quem trabalhava na grande imprensa como os alternativos. Na verdade, nos apoiávamos numa espécie de consenso da classe média de que era preciso criticar Menem. Criou-se uma espécie de irmandade.
À época, a imagem que a sociedade tinha do jornalismo era outra?
G.M. – Completamente. Nós, jornalistas, tínhamos um prestígio social enorme. Para a população, nossa credibilidade estava acima da Igreja, dos políticos, da Justiça, dos sindicatos. Todos estavam desprestigiados, menos nós.
Quando isso começou a mudar?
G.M. – Com a crise política e econômica de 2001, que fez com que a população se voltasse contra os políticos. A frase “que se vayan todos” também se referia a um tipo de jornalismo corrupto e comprometido com forças políticas que estava muito presente. Os jornais passaram a ser desprestigiados.
A publicidade caiu muito e os recursos diminuíram. Com isso, nomes importantes começaram a deixar as Redações. Gente jovem perdeu a ilusão com a imprensa e preferiu sair para fazer outra coisa.
Saí da grande imprensa em 2003, para escrever livros e colaborar com outras publicações. A minha geração sentia que não havia espaço para um jornalismo renovado e de qualidade, e que para isso era preciso deixar a grande imprensa. Foi um momento crítico. O Clarín e o La Nación achavam que iam desaparecer ou que seriam vendidos a jornais estrangeiros.
Foi nesse contexto que Néstor Kirchner (1950-2010) chegou ao poder.
G.M. – Sim, ele assumiu como presidente numa época em que a sociedade já não acreditava na imprensa. Mas ele se uniu ao grupo, ficou amigo de Magnetto e ficou fascinado com essa aliança. Kirchner veio da província de Santa Cruz como um desconhecido, foi eleito com apenas 22% dos votos e só assumiu porque Menem deixou a disputa. Foi fácil deixar-se seduzir pela relação privilegiada com um meio de comunicação. No poder, fez uma série de alianças, entre elas com o Clarín, de quem acreditava precisar. O jornal passou a ter todos os “furos” [notícias exclusivas] do governo. O inimigo do kirchnerismo era o La Nación, por estar na oposição ideológica. Era um jornal conservador que havia apoiado a ditadura. Néstor o criticava enquanto tomava café com Magnetto e passava furos ao Clarín.
O conflito com os ruralistas, em 2008, por causa do aumento dos impostos, mudou o panorama?
G.M. – Sim. O Clarín decidiu ficar ao lado dos ruralistas, mas não só por uma questão política. O governo se achava em decadência, a popularidade de Cristina caía. A classe média, que já não tinha votado nela, ia se decepcionando. A empresa começou a pensar no negócio, não era bom perder audiência.
Lançar Cristina para a sucessão teve impacto negativo nessa relação?
G.M. – Sim, o Clarín não queria Cristina como candidata. A versão que corre é que Magnetto sempre foi contra a reeleição, desde a de Menem.
E a relação de Cristina com o Clarín?
G.M. – Nunca foi boa. Sumiram os cafés e os almoços com Magnetto. Cristina o encontrava de forma protocolar, e sempre dizia a Néstor que o Clarín os trairia. Então passaram a acontecer coisas que fortaleceram essa ideia. Cristina caía nas pesquisas, logo após Néstor conceder a fusão das empresas Multicanal e Globovisión, que favoreceu o Clarín. O jornal começou a fazer oposição e Néstor se sentiu traído.
Em quanto tempo se deu a ruptura?
G.M. – A ruptura do Clarín com o governo foi um processo de um ano. Começou com o problema com os ruralistas e teve seu ponto máximo nas eleições legislativas de 2009, com a dura derrota sofrida pelo kirchnerismo. Começou, então, uma guerra retórica, logo apareceram nos atos públicos os primeiros cartazes e camisetas com os dizeres: “Clarín mente”. O governo cortou as fontes oficiais para jornalistas do grupo e o jornal ficou sem acesso à informação estatal. A derrota nas eleições legislativas doeu muito ao kirchnerismo, até porque o próprio Néstor perdeu como candidato a deputado por Santa Cruz.
Que momentos você destaca como os mais importantes dessa guerra?
G.M. – Depois das eleições de junho de 2009, começou uma série de investidas do governo, que foram respondidas pelo Clarín com fortes denúncias contra o governo.
A estatização da transmissão de futebol, quando a Associação do Futebol Argentino tirou os direitos do Clarín e os passou à TV Pública. Depois, a campanha para pressionar a viúva Herrera de Noble a fazer o exame de DNA de seus filhos adotivos, convencidos de que eram filhos de desaparecidos [os exames, porém, deram negativo].
Em 2009, veio a aprovação da Lei de Mídia – que estabelece medidas antimonopólio –, desenhada para tirar o poder do Clarín. Tudo isso foi acompanhado por uma batalha verbal muito forte, que só veio aumentando até agora.
A guerra midiática prejudica a qualidade do jornalismo argentino?
G.M. – Bastante. A Argentina tem uma tradição jornalística muito longa e boa, que já foi exemplo para outros países da América Latina.
Dá para voltar ao passado e evocar desde o jornal Crítica, de Natalio Botana, no começo do século 20, no qual escreveram grandes escritores como Jorge Luis Borges, Raúl González Tuñón, Roberto Arlt, até a revista Primera Plana, nos anos 60, na qual escreveu uma geração inteira de grandes jornalistas. Mais recentemente, o melhor modelo foi o Pagina/12 no começo dos anos 90.
Hoje, a precisão jornalística não é uma preocupação. Os correspondentes estrangeiros ou jornalistas que visitam o país me perguntam: “o que ler?”, porque não encontram fontes confiáveis, imparciais. Tamanha energia é gasta com o enfrentamento com o governo, que o jornalismo fica para o segundo plano. Isso é muito ruim para a reputação do jornalismo local.

sábado, 15 de dezembro de 2012

INGLESES E ARGENTINOS: LAÇOS ANTIGOS REFLETIDOS NA ARQUITETURA

 

Dois exemplos da influência da arquitetura européia em Buenos Aires 

A área onde estamos hospedados em Buenos Aires, Partido Tres de Febrero, é como se fosse um imenso bairro composto por outros bairros. Estamos em Martin Coronado e Villa Bosh. O bucolismo de cada rua é impressionante. As casas são muito bem cuidadas e tem um estilo europeu inconfundível. Os grandes e pequenos chalés, praticamente todos com tijolo aparente e predominância das cores marrom/cerâmica, mantém jardins bem cuidados com grama sempre aparada e em sua maioria tem madeira em sua composição. Apesar da idade de muitas destas residências beirar os 50/60 anos, mantém a mesma elegância do seu apogeu. As construções são um legado de um período rico de Buenos Aires. Existe um bairro que, apesar do passar do tempo, continua tendo aquela essência da sua fundação. O bairro inglês de Caballito, no coração portenho, foi de fato um bairro de ingleses, fundado pelos diretores da primeira linha de ferrovias da Argentina, a Companhia Ferrocarril Oeste.   
Apesar da posterior disputa dos Argentinos com os ingleses pelo domínio das ilhas Malvinas (ou Falklands, como os ingleses a batizaram) e que levou os países a embates sangrentos na década de 1980, a influência na arquitetura inglesa na Cidade é inegável. 
O bairro foi um empreendimento levado a frente pelo Banco El Hogar Argentino e fica delimitado pelas ruas Valle (ao norte), Del Barco Centenera (leste), Emilio Mitre (oeste) e Av. Pedro Goyena (sul). Os esportes típicos dos britânicos como o Jóquei, Rugby, Tênis, Pólo ou Futebol chegaram com eles e tiveram grande aceitação pela população local, sendo o Rugby e o Futebol aqueles que despertaram maior paixão. As ruas são pequenas e ainda muitas destas conservam os paralepipedos originais. As edificações dos prédios respeitam as linhas britânicas arquitetônicas, estilos Tudos ou Georgian do século XVIII, podem ser reconhecidos. Muitas destas construções foram projetadas pelos engenheiros Pedro Vinent, o arquiteto Eduardo Lanus, Coni Molina e Bilbao la Vieja. O Governo da Cidade de Buenos Aires declarou esta zona como "Área de Proteção Histórica". Este bairro respira tranquilidade e paz, um Oásis diferencial do stress típico dos bairros do centro.
O interessante deste bairro é sua vigência e supervivência dos investimentos imobiliários que atualmente ameaçam o patrimônio arquitetônico de Buenos Aires. Ainda os prédios originais respeitam uma linha de continuidade que permite contemplar uma verdadeira postal. Meu amigo, o arquiteto garanhuense Gláucio Brandão foi um dos que ficou fascinado, quando se deparou com essa riqueza arquitetônica portenha/buenairense. 
Falaremos depois acerca das visitas pelo Bairro de La Boca, San Telmo, Recoleta, Puerto Madero, Centro e Delta do Rio Tigre. 

Amanhã tem mais de Buenos Aires.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ARGENTINA: UM PAÍS A SER DESVENDADO

Puerto Madero: Um dos destinos mais visitados de Buenos Aires.

Estou em Buenos Aires até a semana que vem e caminhando pelas ruas dessa aprazível capital, medito que o amor que temos pelo Brasil, apesar dos imensos abismos  e mazelas que diariamente nos deixam indignados, nos conserva a esperança  e as boas perspectivas à médio e longo prazo no horizonte verde e amarelo. Isso por vezes se contrapõe à rivalidade que temos com nossos irmão portenhos. 
A Argentina é um país recheado de barreiras comerciais, que chegam à beira do protecionismo, uma equivocada política que vem gerando sucessivas crises econômicas, além de ter na sua biografia o caudilhismo que hoje gera outros “ismos”. Mas estes não são motivos para que fechemos os olhos aos encantos, à gastronomia e a rica história desse vizinho charmoso. O  Vinho e carne são tradicionalmente itens da culinária argentina e motivo de atração de muitos turistas brasileiros o ano inteiro. Nos últimos dois anos a Argentina foi o destino preferido de 04 em cada 10 viajantes que saíram do Brasil. Novamente, a capital argentina foi escolhida como o melhor destino turístico da América Latina. Desta vez, a escolha foi feita por 46.000 leitores da revista canadense Condé Nast Traveler.
Na pesquisa, foram analisados pontos como oferta cultural, gastronomia, qualidade dos hotéis, ambiente, amabilidade de sua gente e a possibilidade de fazer compras.
Também, nas escolha dos melhores hotéis da América Latina, Buenos Aires ficou com os três primeiros postos, com seus hotéis Palacio Duhau-Park Hyatt, Alvear Palace Hotel e Loi Suites Recoleta Hotel.
Estou desde o início desta semana aqui em Buenos Aires - onde moram dois dos meus filhos - e como turista e observador o que mais me encanta é exatamente o valor que o argentino dá a sua pátria. A preservação do seu histórico patrimônio arquitetônico, o respeito aos pedestres e a organização de muitos setores governamentais , com uma boa educação nas suas tradicionais escolas,  transportes públicos eficientes (apesar da idade de sua frota) e acima de tudo, uma população que defende de forma intransigente os bens e seus valores pátrios. Essa é uma lição que o Brasil deveria seguir.
Na próxima postagem, um pouco mais acerca dessa minha estada na pátria de Evita e Juan e que eternizou Carlos Gardel: Argentina. 
Hasta la vista y gracias pela visita!

domingo, 9 de dezembro de 2012

QUE VENHA O GARANHUNS GARDEN SHOPPING

Presidente do Grupo TENCO fala para platéia garanhuense (Foto: David Melo)


Falando para uma platéia composta por empresários, políticos, profissionais liberais, imprensa e autoridades municipais, no evento que aconteceu na manhã do sábado 08 de dezembro no Centro de Convenções do Hotel Tavares Correia de Garanhuns, o presidente do Grupo TENCO, empresário Eduardo Gribel, deu uma perspectiva geral sobre o grupo que comanda, sua história de vida e sua ligação, recente porém sólida, com o Grupo 3JC, de Garanhuns, composto pelos empresários/irmãos Jânio, Jaime e Jaimilson Almeida e Claudemir Brasil, pioneiros na implantação da idéia de um Shopping para Garanhuns, lançada há dois anos  que será construído no mesmo terreno do Grupo, cuja terraplanagem encontra-se em fase final. O Empresário e investidor, Sr. Sérgio Manzalli, da SACS Consult, integrante do consórcio anterior e que continua fazendo parte desse novo momento do empreendimento, também esteve presente na cerimônia. Na sua fala, Gribel mostrou os focos da TENCO no país e o seu  conhecimento acerca da região onde deve ser implantado até 2014 esse novo mall do seu portfólio, que passará a se chamar “Garanhuns Garden Shopping”. O sufixo ‘garden’, como salientou o empresário, é marca utilizada nos seus empreendimentos em virtude das responsabilidades sociais e ambientais que envolvem a implantação dos seus negócios pelo país. Na ocasião, estiveram presentes ao evento os executivos  que representam as âncoras: Lojas Marisa, Sr. Carlos Barra Neto; Mc Donald’s, Sr. Alessandro Thiry; Centauro, Sr. Francisco Oliveira; Le Biscuit, Sr. Bóris Timoner; Lojas Colombo, Sr. Nelson Kheirallah,(este último também coordena o Conselho de Varejo das Âncoras da Associação Comercial de São Paulo).       

domingo, 2 de dezembro de 2012

AS LUZES DE GARANHUNS ANUNCIAM: O NOSSO NATAL SERÁ ENCANTADO

Arte: Douglas Passos (marcelojorge.com)

Através de parcerias com as Igrejas Presbiterianas e Diocese de Garanhuns, além de apoios e patrocínios de instituições de Indústria e Comércio e de diversas empresas locais e regionais, a CDL Garanhuns conseguiu dar forma a um evento que mexe com o coração e a emoção do nosso povo.
Além da diversidade de apresentações culturais e musicais com mensagens típicas, o NATAL ENCANTADO de Garanhuns terá, na sua bela iluminação e criativa decoração, os ápices dos festejos nesse final de ano.

E a partir da sexta feira, dia 07 de Dezembro, as luzes de Natal já estarão fazendo parte do itinerário de quem vem a Garanhuns e certamente nos orgulhando pela beleza e cuidado com a nossa cidade. Ruas, alamedas, igrejas, avenidas, praças e alguns pontos turísticos e governamentais terão um novo contorno delineado pela iluminação especial.

A Campanha publicitária do NATAL ENCANTADO, com criação da marca  - e peça vista acima, - além de veiculação de áudios em várias emissoras de Pernambuco e Alagoas, vem sendo produzida pela agência de comunicação marcelojorge.com.