quarta-feira, 6 de julho de 2011

MINHA CRÔNICA PARA ROSSINI MOURA






Rossini Moura:

Nesse momento no qual escrevo este arremedo de crônica, estás certamente no céu ou como costumavas dizer “No Éter” - o céu dos filósofos e sonhadores. 
É final de tarde, chuvosa e fria. 06 de Julho de 2011. Certamente essa data já está marcada na minha vida e na de milhares de pessoas que te conheceram e principalmente na vida dos poucos mais próximos que te acompanharam nos teus últimos passos.
Rossini Moura, não foi apenas uma voz de entonação correta e modulada, mas uma alma encorpada pelos graves que enalteciam os poemas, comunicavam as alegrias ou os pesares, um mago da Escrita que expunha suas idéias, sem nunca relevar as idéias alheias. Rossini Moura que emprestava a voz para valorizar empresas e seus produtos, com criatividade e eficácia. Rossini Moura que sabia ser  impetuoso sem ser arrogante. Rossini Moura dos combates e ironias com quem merecia ser confrontado e doce com quem precisava ser confortado. Suas infindáveis crônicas matinais, esculpindo com letras o perfil de pessoas do nosso meio ou de fatos do cotidiano davam um sabor diferente aos nossos cafés da manhã e também enlevava as nossas almas.. Rossini Moura, dos cafezinhos ao final das tardes na “Suissa”, no “Brás” ou onde mais sua espirituosidade pudesse estar, era oi observador de plantão, atento porém discreto...   


Esse espaço, Rossini Moura, foi idealizado desde sempre para dar boas notícias e continua   mesmo com a tristeza da saudade, dando a boas novas da permissão que Deus lhe deu de conhecê-lo ao vivo, fora do ar na terra, 'on line' nos céus. Hoje tua alma descansa e teu corpo, já cansado, não mais te pesa.  Quando encontrares nosso amigo Humberto de Morais , o ‘Betinho’ conta as novas de Garanhuns. Ao nosso amigo Aluísio Alves, manda lembranças dos que aqui ficaram. Tenta encontrar o Thiago Correia, que foi tão cedo. E se veres o meu pai, Manoel Paes 'do Cinema Jardim', também teu amigo, dá-lhe um abraço apertado por mim... Ah, e Fala para todos eles em forma de crônica, com essa voz de veludo, das nossas saudades e de como o mundo é mais pobre sem eles...
Até breve, amigo da voz de ouro e do coração de GENTE... 


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