domingo, 26 de junho de 2011

LOCUTOR OFICIAL DO FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS: O FIG QUE CONHECI. O FIG DE HOJE.

Crachás dos FIGs de todos os tempos



Polêmicas à parte, o foco principal desse blog é trazer notícias boas ou pelo menos, na ausência absoluta dessas, as informações mais positivas possíveis que possam reduzir um pouco a maré de más notícias e de sensacionalismo. Quem quer comentar nesse blog, comenta. Quem não quer, não o faz. Até porque o objetivo do mesmo é personalizar um pouco as notícias e fatos que considero relevantes, nos mais diversos assuntos. E por isso, registrarei aqui, um pouco das minhas participações no Festival de Inverno de Garanhuns.
Sem falsa modéstia, creio que poucos profissionais participaram de tanto FIGs quanto tive a honra de participar.                                                                                                                                                                                Desde o 2º FIG que tenho a responsabilidade  de apresentar no palco da Esplanada Guadalajara as grandes atrações musicais que lá já passaram. Em 20 edições do Festival, tive a honra em apresentar 17, por vezes como único representante de Garanhuns naquele palco. Mas também tive a honra de dividir o palco com profissionais da nossa terra: Gérson Lima, Marcos Cardoso, Renata Amaral e Kitty Lopes . Também estiveram no palco em uma determinada edição os radialistas Lenildo Ramos, Willamar Alves, Mister Browm, Jonas Lira, Glácio Dória, Luciano Andrade entre outros. Em outras edições, também fui parceiro de  convidados como a jornalista da TV Jornal, Graça Araújo, da atriz Lígia Falcão, de Flaira Ferro – graciosa embaixatriz do frevo - e Antonio Marinho (grande poeta popular, filho de Zeto e Bia do Pajeú) e por último, na edição do ano passado, 20º FIG, com o ator Cláudio Ferrário. Não estive presente no primeiro Festival (1991), que foi apresentado pelo comunicador Tony Lucas à época na Rádio Sete Colinas FM. Já no 3º FIG (1993), eu trabalhava e morava em Maceió. E também não apresentei o 10º, (ano 2000) em virtude dos profissionais de rádio de Garanhuns terem decidido a não participação de nenhum locutor garanhuense no evento, como forma de protesto contra a postura dos organizadores  à época, em trazerem apresentador do Recife para tal tarefa. Apesar de ter sido convidado a participar com um desses profissionais, fui solidário à categoria e não participei. Mas, naquele ano, o FIG terminou sendo bem conduzido e competentemente apresentado pela jornalista e colunista social Kitty Lopes, o que foi muito bom para Garanhuns e uma vitoria para nós da imprensa.
De lá para cá, percebo que o FIG vem crescendo, aos olhos de quem acompanhou sua evolução desde os seus primeiros passos.  Percebo também que a cada ano as críticas ao evento ficam mais frequentes. Por um lado, isso mostra que a população defende seu grande evento e o quer cada vez mais robusto. Mas por outro lado, muita gente se antecipa e começa a alimentar e difundir boatos e histórias ainda não oficiais e nem publicadas.
O Festival de Inverno é bem superior a tudo isso. Essa manifestação que ocorre a cada mês de julho, desde 1991, tem na sua programação atrativos de todas as matizes. Começa por trazer uma gama de shows musicais que incluem virtuoses, instrumentais, populares, forró, rock, sertanejos, jovem guarda, diversidade em espetáculos teatrais, oficinas de arte, circo, dança, cultura popular representadas pelo artesanato, maracatus, repentes, cordéis, quadrilhas, entre tantas outras atrações, que fazem dessa cidade serrana nesse período um verdadeiro santuário brasileiro de arte, música, cultura, gastronomia e vinhos. Creio que um evento que hoje é Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado, (projeto das mãos da deputada estadual Terezinha Nunes, sancionado pelo Governador Eduardo Campos), não o coloca como uma simples ‘festa de rua’ como alguns a querem tratar e sim, o transformam em um fabuloso evento de proporções gigantescas, que já abrigou as mais diversificadas atrações da cena nacional e outras oriundas das mais diversas partes do mundo. Como Patrimônio Imaterial, esse evento não pertence ao Governador, nem ao deputado, nem ao Prefeito, quaisquer que sejam  e sim ao povo garanhuense, pernambucano e brasileiro.  As atrações locais e regionais mais competentes e talentosas fizeram trampolim do FIG. A rede hoteleira e gastronômica do Município, sempre atendendo bem,  transforma-se o período em uma máquina de  fazer dinheiro para seus empreendedores de maior visão. Artesãos, Serígrafos, estampadores, artistas plásticos e gráficos, músicos e poetas, ambulantes, lavadores, seguranças, guardadores de veículos e demais profissionais, também ganham honestamente seu reforço financeiro nesses dez dias de FIG. Nas lojas e magazines, o estoque de agasalhos tem que ser ampliado e nos postos de combustível o consumo aumenta. As dinâmicas e responsáveis emissoras de Rádios e jornais locais também ganham sua fatia, comercializando cotas de patrocínio da festa e gerando mídia positiva do evento. Sem falar nos moradores que, se julgarem necessário, podem alugar as suas residências à turistas e por esse gesto ganham nos dez dias, mais do que ganhariam em três meses de locação normal. O clima muda, a atmosfera do FIG promove encontros e confraternizações em todos os pólos.
Em relação a grade de programação, coordenação, organização e mídia do evento, esperamos que continue havendo coerência e bom senso por parte dos organizadores na escolha das atrações e estrutura de todos os pólos.  A nossa população pagadora de impostos, por sua vez, tem o legítimo direito e a OBRIGAÇÃO de, através de seus representantes políticos e dos canais de imprensa, reinvindicar melhorias no evento.  Esperamos que comércio local também desperte, - depois desses 21 anos de FIG - e como faz o município de Caruaru – tão enaltecido pelo nosso povo como exemplo de desenvolvimento -  passe a disponibilizar verbas de investimentos na estrutura do evento, mídia e contratação de atrações para que Garanhuns tenha a contrapartida.   Aí sim, a gente pode ‘apitar’ mais nesse jogo e passar a decidir o FIG.
O melhor é que, polêmicas a parte, o Festival continua sendo a grande marca cultural do Nordeste no inverno.
Se tiverem dúvidas disso, simplesmente imaginem Garanhuns no inverno, sem o FIG...