terça-feira, 8 de março de 2011

CARNAVAL EM GARANHUNS FOI MARCADO PELO JAZZ E PELO BLUES

Rick Estrin leva a multidão ao delírio com performances inéditas.
Em meio a o turbilhão do axé, samba e frevo, (ainda mais) tradicionais no período de carnaval, Garanhuns, distante 260 quilômetros da Capital Recife, fez diferente: Pelo quarto ano, reuniu milhares de "foliões" - bluseiros, jazzisatas & cia - no GARANHUNS JAZZ FESTIVAL. O evento, realizado pelo produtor Giovani Papaléo, produtor de eventos do gênero e músico da Uptowm Blues Band e com o apoio da Prefeitura de Garanhuns e patrocinadores diversos, aconteceu no sábado 05, domingo 06 e segunda 07 de Março na Esplanada Cultural Guadalajara e levou uma média de 5 mil expectadores a cada noite. Em um clima agradável, com temperatura média de 21 graus em pleno verão, a platéia , bem acomodada em cadeiras free, não tiraram os olhos do palco pelo qual apresentaram-se grandes nomes do Blues e Jazz mundiais. Na sexta, a abertura ficou por conta de garotos garanhuenses e quilombolas do Grupo Afro Estrela, que apresentaram uma peça musicada enaltecendo a saga de Zumbi dos Palmares. Em todas as noites, o palco foi a menina dos olhos de Garanhuns com Uptowm Blues Band, Don Angelo Jazz Combo (PE), Atiba Taylor (USA) e Arthur Philipi (PE), Quinteto Violado (PE), Andreas Kisser (membro do Sepultura, SP) e Arthur Menezes (CE). Teve ainda Robertinho Silva, um dos maiores percussionistas do Mundo, acompanhado pelo garanhuenses do Grupo Batuque, Sonoris Fabrica (PE), noite da guitarra com Big Joe Manfra (RJ), Igor Prado (SP), Fernando Noronha (RS) e Widmark Souza, de Garanhuns. O lendário guitarrista norte americano, Carlos Jonhson, tido como o melhor guitarrista depois do Buddy Guy, encerrou a noite de shows do sábado. A segunda feira foi aberta pelo Folclore Verde de Garanhuns e na sequência aconteceu o encontro dos Gaitistas Jefferson Gonçalves (RJ), Flávio Guimarães (RJ), e o mestre Jeovah da Gaita (PE). A grande sensação da noite, os californianos  RICK ESTRIN AND THE NIGHTCATS (USA), literalmente sacudiram o palco e a interação, apesar da barreira linguística, foi evidente. A sua performance de palco e o ritmo envolvente do Blues e Jazz remeteram o público a década de 40/50, com direito a assistir uma inusitada cena: os artistas do Rick Estrin em determinado momento, viraram as costas para o público e tocaram assim, com os instrumentos em suas costas, incluindo o seu baterista. Foi cômico e surpreendente. O GARANHUNS JAZZ FESTIVAL foi encerrado pelos paulistamos do Irmandade do Blues,  em clima de confraternização, consolidando o evento como um dos mais fortes do gênero no Brasil e o mais divulgado do Nordeste. E este blogueiro teve o privilégio de, pela quarta vez, ser o Mestre de Cerimônias do evento.